Oficina de Fotografia – Oficineira Carina Fernanda Marciano.

APRESENTAÇÃO

O projeto apresenta a proposta de uma oficina de fotografia, que encontre potencial de circulação a partir da escuta e desejo dos participantes, tanto para a escolha das saídas e pontos fotografados quanto para a construção desta, pois compreende-se que uma proposta com tais características elaborada junto dos participantes, possui uma potência para que o projeto ganhe vida, logo, todos sentem-se parte do processo.

A proposta é que a oficina seja aberta a quem desejar participar, mas especialmente destinada aos sujeitos em situação de vulnerabilidade que, devido às condições socioeconômicas, possivelmente, apresentam poucas oportunidades de acesso a bens culturais, assim como, apropriação da cidade para além do território em que vivem.

A oficina fotográfica pode permitir, portanto, o encontro e convívio heterogêneo daqueles que pertencem a uma comunidade periférica que, muitas vezes, não tem possibilidades de ultrapassar as barreiras para a “cidade”, seja por falta de transporte ou mesmo por não sentir-se pertencente aos círculos para além da comunidade. Assim, possibilitando então, a transformação de um olhar mistificado sobre a dicotomia das relações dos territórios centrais e periféricos, subvertendo uma lógica de segregação do convívio para aproximação e fortalecimento dos vínculos provenientes destes encontros, mediados por experimentações fotográficas de seus participantes e podendo despertar outras possibilidades de olhares para a cidade, como também ativar suas sensibilidades e suas expressões, bem como o próprio desejo de ocupar a cidade e dela tomar parte. 

OBJETIVO

O projeto busca apresentar a importância de estabelecer um trabalho no território que traga, inicialmente, os adolescentes para dentro da instituição, podendo produzir vínculos afetivos com seus pares, ou seja, possibilitar a formação de um grupo com características similares, pois entende-se que nas relações os grupos apresentam um conforto de pertencimento e acolhimento que muitas vezes, is sujeitos não encontram em seu ambiente de circulação, logo, possibilita a formação e sustentação de trabalhos, conversas, oportunidades de conhecer outras realidades, ofertando assim, possibilidades de escolhas e outras produções para o fortalecimento de vínculos.

MÉTODO: INÍCIO DO TRABALHO

A busca dos participantes da oficina acontecerá por meio de uma busca ativa no território, ou seja, pelo viés da territorialização. Pretende-se conhecer a comunidade pelos caminhos percorridos, fazendo convites para participação, sendo estes, panfletos, divulgações para frequentadores da instituição, pois possivelmente, eles mantêm contatos com outros sujeitos, sejam familiares, amigos ou conhecidos, e também por meio de caminhadas na comunidade, tanto para conhecer o território quanto para fazer o convite de participação.

PÚBLICO ALVO

Todos que tiverem o desejo de participar, porém, inicialmente, o trabalho será realizado com moradores da comunidade.

 

PROGRAMAÇÃO

Para que seja elaborado um roteiro prévio, é necessário tomar conhecimento da comunidade, sendo física, estrutural, modelo socioeconômico e não menos importante, a população. A necessidade dos aspectos citados, podem ser apresentadas na proposta de trabalho que requer toda sensibilidade e empatia necessárias para sua construção, visto que é importante ressaltar que trata-se de uma nova proposta e seu início, decididamente, é imprescindível que seja marcado por saber escutar não apenas o que salta aos olhos, mas também a vida que pulsa no território.

Dentre os pontos citados, fica claro a necessidade de conhecer o chão que pisamos a partir da proposta de trabalho, porém pode ser, inicialmente, programado dias e horários de encontros, sendo:

Quarta-feira Horário: 19:00 ás 21:00hrs Prévia programada:

Encontro e permanência no espaço da instituição, com o intuito de visualizar os registros fotográficos e planeja atividades junto aos participantes.

Sábados (duas vezes ao mês) Horário: 9:00 às 11:30hrs Prévia programada: saídas fotográficas, escolha de locais para fotografar a partir da vontade dos frequentadores.

 

IMPACTO

Com isso, pretende-se que os frequentadores possam usufruir de outros cenários sociais que, muitas vezes, foram negados em suas trajetórias de vida, provocando questionamentos sobre lugares que podem frequentar, independente de questões sócias ou mesmo por não se sentirem pertencentes a tais localidades, assim, trazendo a imagem do grupo como principal facilitador para que a circulação aconteça, pois como já citado a cima, a segurança e o pertencimento do grupo provocam fortalecimento para que outros espaços possam ser ocupados.

Pretende-se também, produzir conversas sobre campos universitários, bibliotecas, movimentos culturais, espaços públicos, através da fotografia, tanto com a produção técnica quanto como papel fundamental para que os espaços possam ser conhecidos, com o intuito de registros fotográficos, logo, pode-se ressaltar que a fotografia entra no cenário como facilitador para que outras possibilidades de vida sejam apresentadas aos participantes, conhecendo outras realidades e mesmo tomar gosto pelo recurso fotográfico.

Assim,  a fotografia pode apresentar para os participantes registros não apenas de lugares ou cenários escolhidos, mas também de suas vivências e projeto futuros, podendo ser acolhidos pelo grupo.

Projeto escrito por : Carina Fernanda Marciano.

” Que a nossa professora de fotografia Carina, possa mostrar as crianças e adolescentes,como ver o mundo de uma forma diferente,mostrando as belezas da natureza,bairro,etc através da fotografia”.